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DATA DUPLA

23/03/2022 by francisco Deixe um comentário

As datas duplas são datas famosas do comércio no sudeste Asiático que agora marcam sua presença em solo nacional com campanhas e promoções imperdíveis para o consumidor. 

 

O que começou na China como um feriado de compras para celebrar o dia dos solteiros em 11 de novembro como um contraste ao dia dos namorados, tornou-se um dos maiores eventos de compras durante o ano.

É a época em que diversas marcas se planejam para os festivais de compras, enquanto os consumidores aguardam com entusiasmo as ofertas disponibilizadas.

Embora o “dia dos solteiros” tenha surgido no sudeste da Ásia como uma data para fazer compras com descontos incríveis

Quais são as datas duplas mais famosas?

As datas duplas têm sido palco para campanhas e festivais de vendas de sucesso. Atualmente, se estima que datas como 11.11 é 5 vezes maior do que a já famosa Black Friday.

Aclamado como um dos maiores festivais de compras do mundo, e certamente com uma presença gigantesca na Ásia, as datas duplas possuem as mais diversas ofertas e vantagens atreladas aos desejos dos consumidores.

Mas lembre-se, as ofertas começam a partir do primeiro minuto da data em questão e expiram às 23h59 antes do fim do dia.

Logo, é importante estar preparado para desfrutar de todas as vantagens proporcionadas pelas datas duplas.

Quer conhecer quais são as datas duplas de maior sucesso? Confira a seguir.

9 de setembro (9.9)

Impulsionando suas vendas do comércio eletrônico através da sua plataforma online, a Shopee, uma subsidiária do SEA Group, criou a data dupla de 9.9 em 2016.

Considerada um enorme sucesso entre os consumidores, alguns dos maiores líderes do mercado asiático como por exemplo, Indonésia, Filipinas, Singapura, Vietnã e Taiwan, realizam a data anualmente desde sua inauguração.

10 de outubro (10.10)

Posteriormente a data de 9.9, a demanda do consumidor continua alta. Afinal, o mês de outubro geralmente é quando o marketing de fim de ano começa.

Os consumidores começam a discutir suas compras de fim de ano com bastante antecedência, portanto, esta também é a época do ano em que as marcas aumentam suas ofertas e promoções direcionadas ao público.

11 de novembro (11.11)

Conforme comentamos anteriormente, o feriado foi originalmente criado pela Universidade de Nanjing, como uma celebração para os solteiros.

Assim como a cultura pop asiática, a data também tem suas simbologias, onde a escolha dos quatro números “1” representam quatro pessoas, uma ao lado da outra.

Pense no 11.11 como o SuperBowl para as marcas, sendo uma ótima oportunidade de impressionar os consumidores com campanhas e ofertas extravagantes.

12 de dezembro (12.12)

Considerado o “irmão mais novo” do dia dos solteiros, 12.12 foi criado na China em 2012.

Sendo assim, essa data dupla tem como objetivo promover pequenas e médias empresas do mercado que podem ter ficado de fora de datas anteriores, como a Black Friday.

Certamente essa oportunidade no crescimento de suas vendas soma-se às festividades de final de ano como Natal e Ano Novo, onde geralmente são dominadas pelas grandes marcas.

Como Funcionam as Datas Duplas no Brasil?

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Conserto de Colete de Mergulho

18/03/2022 by francisco Deixe um comentário

Quem tem um colete encostado no canto porque estragou a famosa válvula?

Don't throw away your old BCD because of a broken dump valve - The Scuba News

Singapore Repair Centre - Scuba BCD Maintenances and Servicing

O pioneiro na impressão 3d voltada ao mergulho desenvolveu uma solução que você pode agora comprar a flange e reparar seu colete de mergulho.

Caso não queira fazer a manutenção no seu BC basta me enviar que faço todo o serviço e deixo ele operacional novamente.

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Arquivado em: Uncategorized Marcados com as tags: bc, colete, flange, manutenção, mergulho, reparo, scuba

APRENDA A BUSSOLA

12/03/2022 by francisco Deixe um comentário

 

CONFIGURANDO A BÚSSOLA 

  • Comece a apontar a bússola para o destino pretendido.
  • Permite que a agulha norte assente.
  • Gire o bisel para combinar as marcas de índice com a agulha norte.

Quando as marcas de índice estiverem alinhadas na agulha norte, você saberá que o ponto da bússola está na direção certa.

SEGURANDO A BÚSSOLA  

O grande fator em como você segura sua bússola é como a bússola é montada. Significando que a montagem da bússola é ter a bússola em um instrumento consolando isso oferece vários benefícios, incluindo;

  •  É fácil de segurar e mantê-lo alinhado no centro do seu corpo.
  •  Permite que você monitore a profundidade ao mesmo tempo em que faz a direção.
  • Você pode facilmente ajustar a flutuabilidade com a mão restante.

SEGUINDO A BÚSSOLA 

É bastante fácil quando se trata de seguir uma bússola mecânica simples debaixo d’água.

  • Basta manter a bússola nivelada porque se não estiver nivelada corretamente, o carro da bússola pode travar e não virar.
  • Alinhe a linha central da bússola com a linha central do seu corpo.
  • Gire até que a agulha norte esteja centralizada na marca de índice.
  • Mantenha a agulha na marca indicadora enquanto nada.
Guia completo sobre como usar uma bússola de mergulho

COMO USAR UMA BÚSSOLA DE MERGULHO 

Durante o seu Open Water Course, você teria conseguido duas aptidões de rota, uma na superfície e outra subaquática. Pode ter sido algum tempo antes que você fez isso, então aqui estão algumas atualizações:

SEGURE CORRETAMENTE  

A bússola deve ser segurada diretamente, diante de você com a linha de lubber diretamente no ponto focal do seu corpo. A bússola deve estar impecavelmente nivelada e não inclinada para um lado, para a direita, para frente ou para trás.

DEFINIR  O  RUMO 

Você deve apontar a linha do mocassim em seu rumo ideal; você deve então girar o bisel com o objetivo de que o parafuso norte fique diretamente; no meio dos 2 recordes. Observe o número de graus no bisel para o seu rolamento.

Guia completo sobre como usar uma bússola de mergulho

NADAR  

Ajudaria se você nadasse gradualmente, verificando seus chutes de lâmina. Lembre-se de verificar uma perna durante a braçada. Mantenha o parafuso Norte no meio das impressões do registro. Faça um caminho mais curto para onde você precisa ir. Simples!

Parece suficientemente simples. No entanto, existem algumas dicas e truques para torná-lo muito mais fácil enquanto você explora.

Isso significa que você pode aproveitar ao máximo seu mergulho olhando ao redor e avistar a vida marinha, obviamente, se necessário, volte com segurança para a embarcação.

PREPARE-SE  

Com a chance de que já faz algum tempo desde a última vez que você utilizou uma prática de bússola em terra primeiro. Reoriente-se com os vários destaques da bússola e como definir rumos. Transmita um registro e um lápis em seu mergulho. Isso permitirá que você anote quaisquer rumos que pretenda usar antes do mergulho. Se houver alguma confusão debaixo d’água, você pode usar o registro para falar com seu amigo.

OLHE AO REDOR  

Não basta olhar para a bússola. Observe seu ambiente.

Além disso, ao fato de que você verá cada vez mais vida marinha. Você pode procurar fluxos e utilizar referências normais.

Após definir seu rumo subjacente, você deve olhar ao redor para verificar se há algum destaque comum, por exemplo, arranjos de rochas ou corais.

Após a partida, você deve ter em mente o componente para garantir que você esteja no curso e que nenhum fluxo o esteja empurrando.

DISCIPLINA CUIDADOSA TRAZ RESULTADOS PROMISSORES  

Se você precisa se tornar cada vez mais capaz com a bússola, você deve pegar sua hidrovia aberta avançada nesse ponto. Durante este percurso, há toda uma aventura de mergulho dedicada à navegação subaquática.

Você descobrirá como jogar um quadrado debaixo d’água; utilizar uma rota normal apenas como estratégias para medir a separação debaixo d’água. Da mesma forma, você ensaiará um rumo proporcional, como o que fez em seu curso d’água aberto. Como muitos dizem, “a prática leva à perfeição”.

COMPRAR BÚSSOLA 

Comprar sua própria bússola só vai deixá-lo progressivamente confortável e bem com ela. O Suunto SK8 é a bússola mais convencional do planeta.

Você pode até mesmo utilizá-lo no mergulho tardio. O corpo da bússola retém sua luz e se torna luminescente, permitindo que você explore na obscuridade.

Há muitas bússolas de mergulho disponíveis na loja.

MANTENHA SIMPLES  

Não há nenhuma razão convincente para tornar as coisas mais difíceis do que devem ser. Tente simplesmente utilizar as principais preocupações na bússola Norte, Sul, Leste ou Oeste para os rumos.

Fazer isso significa que você não precisa se preocupar em lembrar de um curso de graduação em particular; e melhora todo o procedimento de contornar um local de mergulho.

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Revisão de habilidades básicas: navegação por bússola

12/03/2022 by francisco Deixe um comentário

Navegação da bússola

Embora a maioria de nós tenha tido uma introdução à navegação subaquática com bússola durante nosso curso inicial de certificação de mergulho, é provável que você tenha feito seus primeiros mergulhos de férias em um plano de mergulho “siga o divemaster” que não exigia muita auto-navegação. Quando estiver pronto para fazer rotas de mergulho mais independentes, você pode estar um pouco enferrujado. Não tema; bússola navegação subaquática é um pedaço de bolo.

PARTES DA SUA BÚSSOLA

6 Dicas para você dominar a Navegação Subaquática e impressionar seus amigos - Turismo Rifaina

Você encontrará dois tipos de bússola para navegação subaquática, a convencional (analógica) ou eletrônica (geralmente integrada ao seu computador de mergulho).

A bússola de navegação subaquática convencional possui 4 características básicas:

Agulha magnética – geralmente é uma seta impressa em um disco (ou uma agulha) que pode girar livremente e que aponta sempre para o norte magnético do planeta. Esta é a base para a navegação com bússola, pois está sempre apontando para a mesma direção, em que você consegue determinar a posição relativa em relação ao norte.

Linha de fé – é uma linha reta, geralmente na cor vermelha, que atravessa o centro da face da bússola. Esta linha deve ajudar a determinar seu curso (direção) durante o deslocamento embaixo d’água e você deve sempre mantê-la alinhada com seu corpo.

Bezel/Coroa com os ângulos – o bezel tem marcação de 360 graus, pode ser girado para ambos os lados e possui duas marcações. Uma marcação simples no ângulo de 180 graus e uma marcação dupla em 360 graus. Você utilizará estas marcações para “zerar” o norte da sua bússola e seguir o rumo que desejar.

Referências de curso – são as medidas/marcações dos ângulos no bezel. Alguns modelos mostram de 30 em 30 graus e outros somente 0, 90, 180 e 270 graus.

JANELA DE LEITURA LATERAL 

Muitos mergulhadores preferem usar a janela de leitura lateral da bússola.

Este é um mecanismo relativamente simples. Uma única marca de índice permite que você leia a direção em que a bússola está apontada em graus.

Um tipo de bússola cada vez mais popular é o; bússola digital, que possui um recurso embutido em muitos computadores de mergulho que funciona exatamente em como varia, marca e modelo. Em geral, eles funcionam muito como uma leitura lateral mecanicamente.

Uma janela lateral permite que você segure a bússola entre seu destino e seu olho e leia seu curso.

No entanto, isso requer regularmente um conjunto extra (leia-se: confuso) de números. Além disso, você pode ver apenas números, sem marcas, através da pequena janela.

Segurando, Ajustando e Navegando com uma Bússola

Navegação Subaquática - navegando com bússola

É muito importante segurar e posicionar sua bússola apropriadamente para nadar em linha reta. Caso não faça corretamente, você não navegará com precisão, mesmo tendo ajustado a bússola.
Alinhe a linha de fé com o seu corpo, deixando-a na sua frente apontando para a direção que você pretende ir. Deixe a bússola nivelada (na horizontal) para que a agulha magnética possa girar livremente.
No caso da bússola ser utilizada no seu punho, estique para frente o braço sem a bússola, dobre o outro braço (com a bússola) segurando na região do cotovelo do braço esticado.
Se estiver usando um console com a bússola, segure-a com as duas mãos, alinhada à sua frente.
Em ambos os casos trave os braços, mantenha a bússola nivelada e olhe por cima dela. Isto lhe permite uma boa leitura ao mesmo tempo que observa o caminho e possíveis obstáculos.
Siga os seguintes passos para uma navegação subaquática em uma linha reta e então retornar para o mesmo ponto de origem:
1. Segure a bússola com a linha de fé apontada para o curso desejado (lembre-se de que o seu corpo também tem que estar alinhado com a linha de fé).
2. Aguarde a agulha estabilizar (irá apontar para o norte magnético) e então gire o bezel de modo que a marcação dupla se encaixe na ponta da agulha. Chamamos isso de “zerar” o norte e agora você não precisará mais ajustar o bezel.
3. Mantendo a bússola estável, a linha de fé alinhada ao seu corpo, comece a nadar e monitore sua bússola mantendo sempre a ponta da agulha entre a marcação dupla do bezel. Desta maneira, você fará um percurso em linha reta.
4. Caso a ponta da agulha saia da marcação dupla significa que você está desviando do seu curso. Portanto, gire seu corpo (não gire o seu braço) de forma que a ponta da agulha volte a ficar entre a marcação dupla e continue nadando.
5. Ao chegar no seu ponto de interesse, para voltar, você deve girar seu corpo, mantendo a bússola nivelada, até que a ponta da agulha se alinhe com a marcação simples.
6. Mantendo a posição correta do teu corpo, nade e mantenha sempre a ponta da agulha na marcação simples. Você estará fazendo o caminho de volta e logo chegará ao ponto de origem.
7. Enquanto um mergulhador navega, o seu dupla mantém contato físico e monitora a profundidade. Deve haver uma combinação prévia durante o planejamento do mergulho na superfície (praia ou barco), para que ambos não precisem parar a navegação para um mergulhador comunicar ao outro que precisa descer/subir um pouco.
8. O dupla também poderá fazer a contagem de ciclos de pernadas para saber a distância aproximada até chegar ao ponto de interesse. Quando fizerem o caminho recíproco, basta contar o número de pernadas novamente e estarão praticamente no ponto do início do mergulho.

Bússola Eletrônica

Navegação Subaquática - bússola eletrônica

As bússolas eletrônicas diferem em como mostram a direção e em como você as lê. Cada computador de mergulho vêm com mais detalhes do funcionamento específico da bússola no manual de instruções.
O que a difere das bússolas analógicas é o grau preciso indicado no seu computador de mergulho, com marcações de grau em grau (ex. 17 graus).
Sua utilização é muito parecida, porém você precisa gravar o valor do grau da direção que quer nadar. Mantenha este valor constante enquanto nada e estará seguindo uma direção reta.
Para ajustar o curso recíproco basta somar ou subtrair 180 graus. Se o ângulo inicial estiver entre 0 e 179 graus, então adicione 180 graus. Ex.: se o ângulo de ida era 50 graus, para voltar some 180 graus, então o ângulo da volta será 230 graus.
Caso o ângulo inicial estiver entre 180 e 360, então subtraia 180 graus. Ex.: se o ângulo de ida era 200 graus, para voltar subtraia 180 graus, então o ângulo de volta será 20 graus.
Procure arredondar os ângulos quando a visibilidade for de moderada a boa, isso facilitará os seus cálculos mentais. Porém utilize leituras mais precisas quando estiver navegando para um ponto específico ou a visibilidade estiver ruim.

Dicas para melhorar suas habilidades de navegação subaquática

Navegação Subaquática - melhorar suas habilidades

1. Planeje seu mergulho – a sua navegação subaquática começa com um bom planejamento. Busque o maior número de informações sobre os pontos de mergulho com antecedência. Pesquise na internet, fale com amigos mergulhadores, dive masters & instrutores da operadora ou sua escola de mergulho. Colete informações do local como a formação costeira, pedras e objetos de referência, paredões, bancos de areia, naufrágios (comprimento, estado geral, suas partes) e correntezas.
2. Desenhe um mapa – utilize uma prancheta de mergulho para fazer um esboço do mapa do ponto de mergulho antes de cair na água. Depois de afundar, anote referências notáveis do seu ponto de partida (uma pedra diferente, um tronco afundado, uma âncora perdida, uma rede de pesca presa no fundo, etc) pois ajudarão você a se encontrar embaixo da água. Muitas vezes você não precisará usar o mapa efetivamente, pois provavelmente já terá gravado na memória, porém, caso ela falhe, é só puxar a prancheta!
3. Saiba onde está seu barco – quando fizer um mergulho embarcado, você precisa tomar nota e referências de onde começou seu mergulho e assim retornar para o local correto. Faça notas mentais de como se parece o fundo do seu barco (podem ter outros barcos no ponto de mergulho!) e quando chegar ao fundo marque algum coral, pedra e/ou outro objeto com a profundidade em que eles estão para saber exatamente a referência de onde chegou.
4. Confie na sua bússola – mas antes de confiar na sua bússola, garanta que ela está funcionando ainda na superfície. Durante seu mergulho, principalmente em águas com pouca visibilidade, você pode sentir que deve ir para uma direção porém sua bússola diz outra coisa, neste caso confie na sua bússola!
Dica: Tome cuidado para que nenhum equipamento seu possa interferir na bússola, alguns prendedores de octopus são feitos com ímãs e interferem no seu bom funcionamento. Isso aconteceu com um amigo durante nosso IDC (aulas para desenvolvimento de instrutor de mergulho) e repetimos o exercício umas 5X antes de identificar que o ímã era o que estava causando o problema da navegação!!!
5. Cuide do tempo e seu ar – em condições de mergulho sem correnteza, você monitora o seu tempo e o seu ar, sempre! Porém você usa o tempo para calcular quanto de ar você precisará para voltar até o ponto de origem. Por exemplo: quando você tiver consumido 1/3 do seu ar, você olha no seu computador de mergulho e está marcando 25 minutos. Faça meia-volta, nade no mesmo ritmo e quando tiver marcando 45 minutos comece a procurar os pontos de referência de onde iniciou o mergulho. Caso não encontre as referências, você sobe quando atingir os 50 minutos e provavelmente estará bem próximo do seu barco!

6. Navegação natural – os atalhos dos mares

Navegação Subaquática - navegação natural

Além de usar a bússola na navegação subaquática, dominar a navegação natural fará com que tudo fique mais fácil na navegação durante o seu mergulho. Existem várias maneiras diferentes de utilizar referências naturais para auxiliar na sua navegação, você pode usar uma, duas ou uma combinação de várias delas. Escolha as suas e nunca mais fique perdido!
6.1 Marcações naturais – essas marcas devem ser reconhecidas facilmente e não podem ser móveis ou genéricas ao ponto de você se confundir com outras que encontrará durante seu mergulho. Elas podem ser grandes pedras/rochas, pedras com um formato muito diferente, um naufrágio, um grande tronco, uma âncora perdida, uma planta única em formato/cor na região, um coral colorido combinado com uma pedra em determinado formato etc.
6.2 Luz do sol – se estiver mergulhando em águas com grande visibilidade e em mergulhos mais rasos (até uns 10 metros) a luz do sol poderá te ajudar. Porém não é a mais confiável pois nunca se sabe quando virá uma nuvem ou até mesmo o tempo pode virar no meio do mergulho. Entretanto, a inclinação dos raios solares pode auxiliar em saber sua direção na ida e na volta. Por exemplo: você começa o mergulho com o sol à sua direita e quando estiver voltando o sol tem que estar à sua esquerda (ou o sol está na sua frente na ida e nas suas costas na volta).
6.3 Ondulações na areia – quem já tomou banho de mar deve ter notado as ondulações na areia paralelas à praia. Estas marcas são pequenas e pouco espaçadas no raso e vão ficando maiores e mais espaçadas quando vamos para o fundo. Durante um mergulho de costa ou praia, você utiliza estas marcas para se orientar.
6.4 Correntezas – mergulhos feitos em baías ou áreas abrigadas costumam não ter muita influência de correntezas, porém, nos extremos/pontas da baía, geralmente existe uma corrente do mar aberto ou um canal. Você deve ficar atento para quando a correnteza começar a aumentar, você saber que tem que dar meia-volta.
Dica de Ouro 1 – Sempre olhe para trás!
Marque suas referências olhando para a direção oposta à direção que você iniciará o mergulho. Caso não faça isso, você provavelmente não reconhecerá os pontos de referência e passará do ponto inicial. É mais garantido olhar para trás no início do seu mergulho para marcar seus pontos de referência para já saber como ele ficará no momento que estiver retornando!

 

Dica de Ouro 2 – marque 3 pontos de referência no início do seu mergulho (olhando para trás!). Tente tirar uma foto mental de 3 pontos distintos para ter certeza que não está confundindo com outro local. Por exemplo, identifique um coral que possa estar quebrado, uma pedra com uma rachadura e um coral cérebro em determinado posicionamento, formando, por exemplo, um triângulo entre os 3 objetos. Memorize que a pedra está entre o coral (um pouco acima) e o coral cérebro (um pouco abaixo) e marque a referência deste conjunto.

 

Dica de Ouro 3 – sempre memorize a profundidade dos pontos de referência. Além dos 3 pontos listados na dica 2, você marca também a profundidade em que a pedra com a rachadura se encontra, por exemplo. Digamos que esteja em uma profundidade de 11 metros, faça seu mergulho controlando o tempo, seu ar e vá até uns 20 metros de profundidade. Faça meia volta, de acordo com o tempo ou ar e, quando o tempo calculado estiver indicando que está próximo do ponto inicial, vá subindo até chegar aos 11 metros. Diminua um pouco sua velocidade de nado e procure pelos 3 pontos de referência. Com todas essas dicas você achará fácil!

Exemplos reais que farão você se destacar

Navegação Subaquática - exemplos reais

Ciclos de pernadas – uma maneira de medir distância embaixo da água é contar os ciclos de pernada. Um ciclo de pernada é contado quando sua nadadeira (escolha uma perna para contar) retorna à sua posição original. Por exemplo: tome sua perna direita como referência, inicie seu nado com essa perna no alto, faça o movimento para baixo, depois para cima – este foi o primeiro ciclo de pernada. O ciclo de pernadas sempre é contado por quem NÃO está navegando, o dupla. Assim, o mergulhador encarregado da navegação, não precisará se preocupar em contar os ciclos de pernadas e estará focado em somente uma tarefa.
Navegação em triângulo – este é um bom exercício para treinar bússola na navegação subaquática. Embaixo da água, zere o norte para a direção que desejar ir. Defina quantos ciclos de pernadas você dará com seu dupla, comece com poucos ciclos, uns 10 ciclos está de bom tamanho. Quando terminar os ciclos, você irá virar seu corpo para a direita até que a ponta do norte encoste no ângulo de 240 graus no bezel. Dê mais 10 ciclos de pernadas. Vire-se novamente para a direita até que a ponta do norte magnético encoste no ângulo de 120 graus no bezel. Dê mais 10 ciclos de pernadas e você e seu dupla deverão chegar ao ponto inicial, se não houver correnteza no local.
Quando você faz o triângulo virando para a direita, você sempre irá subtrair 120 graus. Ou seja, 0 graus (ou 360 graus), depois 240 graus (360 – 120) e então 120 graus (240 – 120).
Ao fazer o triângulo virando para a esquerda, você sempre somará 120 graus. Ou seja, 0 graus, depois 120 graus (0 + 120) e então 240 graus (120 + 120).
Navegação em quadrado – similar ao triângulo, porém você irá adicionar ou subtrair 90 graus quando for virar. Lembre-se de zerar o norte no início e definir o número de ciclos de pernadas com seu dupla.
Quadrado virando à direita, os ângulos serão: o inicial, por ter zerado o norte, será sempre 0/360 graus. Para a primeira virada, o ângulo será 270 graus (360 – 90), a segunda virada, 180 graus (270 – 90) e a terceira virada será 90 graus (180 – 90).
Quadrado virando à esquerda, os ângulos serão: o inicial, por ter zerado o norte, será sempre 0/360 graus. Para a primeira virada, o ângulo será 90 graus (0 + 90), a segunda virada, 180 graus (90 + 90) e a terceira virada será 270 graus (180 + 90).
Mergulho embarcado – as dicas aqui farão você começar e terminar o seu mergulho ao lado do barco! Você não sairá mais longe do barco e não terá mais que fazer longos nados de superfície. Para alcançar esta façanha, é preciso usar várias das habilidades que foram listadas anteriormente. Não se preocupe que vou detalhar toda a sequência nos mínimos detalhes.
No barco, converse com o Dive Master ou com o Instrutor para pegar os detalhes do ponto de mergulho. Faça um esboço do mapa do ponto de mergulho e anote os pontos mais importantes para o planejamento com seu dupla. Geralmente, o barco fica um pouco afastado da costa aonde o mergulho será feito. Após o barco ter lançado a âncora, zere o norte da sua bússola apontando perpendicularmente à praia ou ao costão. Com isso, você já sabe quando estará indo para o ponto de mergulho ou voltando para o barco, mesmo embaixo d’água.
Hora de entrar na água e realizar a descida em 5 passos. Aqui você pode optar por usar o cabo da âncora como referência ou descer sem referência (para os mais experientes). Chegando no fundo (cuidado para não tocar no fundo e não prejudicar a vida marinha), a primeira coisa a fazer é usar sua bússola. Gire seu corpo até encaixar a ponta da agulha na marcação dupla do bezel. Junto com seu dupla, comece a nadar e a contar os ciclos de pernadas até quando você notar que chegou nas pedras, ou se começou a ficar mais raso. É hora de parar, anotar quantos ciclos de pernadas foram dados e sentir a correnteza.
Antes de começar o seu mergulho, sempre contra a correnteza, olhe para trás e identifique 3 pontos de referência. Anote mentalmente a profundidade, se afaste mais um pouco deles e olhe novamente para trás. Dê uma boa olhada, repita mentalmente os pontos de referência e suas características, isso ajuda a memorizar.
Faça seu mergulho controlando o tempo e o ar. Tente identificar referências naturais durante o mergulho para te ajudar na hora de voltar. Porém, algumas vezes, eu faço o mergulho indo para o fundo, após anotar as 3 referências, e retorno mais ou menos na profundidade das referências, ou seja, neste caso, as referências naturais não me ajudarão na volta. Caso você vá e volte mais ou menos na mesma profundidade, as referências naturais te ajudarão muito!
Agora você está voltando e, pelo tempo, sabe que está próximo do ponto de início do seu mergulho. Lembre-se da profundidade em que elas estão, diminua a velocidade do seu nado e tente identificar as 3 referências. Encontrando o ponto, você pode subir para fazer sua parada de segurança aos 5 metros. Após os 3 minutos, você estabiliza sua bússola, gira o corpo até que a ponta da agulha encaixe na marcação simples do bezel, ou seja, você estará indo em direção ao barco.
Com o auxílio do seu dupla, preste muita atenção para deixar sua bússola estável e para controlar a profundidade. Como vocês estarão navegando à meia água (sem a referência do fundo) é muito importante cuidar da sua flutuabilidade. Conte suas pernadas (você não se esqueceu disso né?!) e termine de subir quando acabar suas pernadas. Preste muita atenção na subida para não bater a cabeça embaixo do barco, pois eles sempre se movimentam um pouco por causa da maré. Show, né!?!?
Mergulho de praia – esta técnica é muito parecida a do mergulho embarcado e a utilizei durante meus mergulhos em Bonaire.
Os pontos de mergulho por lá são todos identificados com boias flutuantes. Nessa região a profundidade gira em torno dos 6 a 8 metros. Depois disso você nada em direção ao fundo até uns 10/12 metros para encontrar o início dos corais. Com isso explicado vamos às dicas!
Você se equipa na areia, entra no mar e nada até a boia. Aqui você descansa um pouco e, apontando a linha de fé em direção à praia, mirando no seu carro, você irá zerar o norte. Agora você já sabe, à partir deste ponto, como chegar até o seu carro na praia.
O passo seguinte é descer até o areião. No fundo gire seu corpo, olhando para a bússola, até que a ponta da bússola se encaixe na marcação simples do bezél, ou seja, você estará indo para o fundo. Nade até chegar nos corais, pare e sinta a correnteza.
Você nada um pouco (umas 5 pernadas) contra a correnteza e olha para trás. Procure três pontos de referência e memorize-os. Veja a profundidade e memorize-a. Nade mais um pouco contra a correnteza e volte a olhar para trás. Procure pelos três pontos que você acabou de memorizar e, depois de identificá-los, faça seu mergulho.
Na volta, siga o mesmo procedimento do mergulho embarcado e encontre os 3 pontos de referência. Gire o corpo com a bússola até a ponta se encaixar na marcação dupla, ou seja, está indo em direção à praia.
Nade mantendo a bússola estável até chegar na região da boia. Como lá a visibilidade é boa será fácil enxergar onde ela está mesmo errando um pouquinho na navegação. Depois disso é só continuar seguindo até os 5 metros de profundidade. Faça os 3 minutos da parada de segurança e prossiga até o raso. Pronto, seu carro estará a poucos metros e você não precisará andar muito com seu equipamento pesado!

Atenção

Navegação Subaquática - atenção

Sempre consulte o Dive Master ou Instrutor que está na saída de mergulho da sua intenção de praticar bússola na navegação subaquática.
Caso você não tenha muita experiência observe primeiro os mergulhadores mais experientes que estão liderando o grupo de mergulho.
Pratique estas técnicas em pontos de mergulho que você já conhece e em condições de tempo e correnteza boas.
Procure cursos específicos onde você irá aprender estas e outras técnicas e poderá praticar sob a supervisão de um instrutor.

por https://www.turismorifaina.com.br/

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Mergulhando na fotogrametria subaquática

12/03/2022 by francisco Deixe um comentário

O oceano é amplamente inacessível para pesquisas científicas e aplicações industriais. Mas graças à fotogrametria, pode ser mapeado.

Neste artigo, discutimos uma nova abordagem para a fotogrametria subaquática. O mapeamento de imagens subaquáticas é extremamente difícil devido às condições de iluminação inconsistentes e à mudança do índice de refração, além da perda de cor devido à distância de penetração limitada de certos comprimentos de onda.

Aplicações subaquáticas

Nos últimos anos, a fotogrametria se estendeu do aéreo para o terrestre e agora se estendeu debaixo d’água.

O uso da fotogrametria subaquática ainda está em fase exploratória, mas já existe a necessidade de mapas e modelos subaquáticos precisos e atualizados para determinados setores, como monitoramento ambiental, arqueologia, forense e inspeção de infraestrutura.

Com um modelo 3D mensurável ou mapa 2D de uma grande área, os destroços de navios ou aviões podem ser documentados para reconstrução da cena; os pilares da ponte podem ser inspecionados para manutenção e reparo; artefatos culturais antigos podem ser mapeados e arquivados para pesquisas posteriores; regiões podem ser monitoradas repetidamente para detectar mudanças ambientais e muito mais.

Destroços debaixo d'água.
Graças à fotogrametria, todos os tipos de naufrágios subaquáticos podem ser inspecionados e documentados.

Um novo processo: aquisição de imagens à distância

Uma prática comum em muitos projetos subaquáticos é acionar imagens por lapso de tempo de uma câmera movendo-se acima ou ao redor do objeto de interesse. No entanto, isso cria muitos problemas no pós-processamento, pois, ao contrário da superfície, a velocidade de movimento debaixo d’água não pode ser estimada com precisão. Se as imagens forem baseadas em tempo, os mergulhadores tirarão muitas imagens enquanto nadam contra a corrente e não imagens suficientes quando se movem com ela.

Essa sobreposição de imagem inconsistente requer muito trabalho manual para remover imagens desnecessárias ou corre o risco de atrapalhar a calibração devido a linhas de base curtas ou desconexão de imagens adjacentes.

O novo método de aquisição, desenvolvido pela Geolab , exige uma equipe de mergulhadores profissionais. Para seus projetos offshore havia pelo menos quatro mergulhadores profissionais (incluindo um operador de barco e um ou dois fotógrafos) junto com um coordenador de projeto. Cada um dos membros da equipe desempenha um papel importante no processo de aquisição da imagem.

Uma nuvem de pontos de uma cena subaquática.
Nuvem de pontos de uma cena subaquática

O processo permite que os mergulhadores saibam a posição exata em que cada imagem deve ser tirada, em vez de tirar imagens aleatoriamente com base no lapso de tempo. Os mergulhadores acionam manualmente a câmera em pontos específicos com base na distância do objeto e das imagens anteriores. Isso resulta em planos de aquisição de imagens muito mais regulares, reconstrução 3D mais fácil e precisa, otimizando o precioso tempo gasto debaixo d’água.

No entanto, mapear debaixo d’água ainda é muito mais complicado do que fazer o mesmo em terra. A luz não viaja através da água da mesma forma que através do ar, devido às diferentes taxas de refração da luz. Além disso, pequenas partículas suspensas na água podem afetar drasticamente a visibilidade debaixo d’água. Os mergulhadores precisam conhecer os fundamentos da fotogrametria e adaptar o procedimento de aquisição subaquática dependendo das condições de visibilidade que presenciam no local.

Melhor precisão no mapeamento subaquático

Para profissionais de mapeamento e topógrafos, a precisão é essencial.

No momento em que escrevo, a maioria dos projetos de mapeamento subaquático ainda são experimentos. Embora as imagens possam ser adquiridas, pode ser difícil reconstruir com precisão uma cena 3D ou um mapa 2D preciso. Uma vez que uma maneira ideal de capturar imagens para mapeamento foi desenvolvida, o próximo passo é garantir que a reconstrução 3D seja precisa e ser capaz de geolocalizar seus projetos em referência a um sistema de coordenadas global.

Veja como a equipe da Geolab abordou o problema:

Medições precisas para mapas precisos

Tendo garantido que o Pix4Dmapper possa calibrar corretamente a câmera, é importante dimensionar os projetos para suas dimensões reais. Com base em um método de dimensionamento comum usado no rayCloud do Pix4Dmapper, réguas ou barras de escala personalizadas foram colocadas na área de mapeamento e sua medição foi atribuída no Pix4Dmapper para dimensionar todo o projeto.

Essas ferramentas de dimensionamento devem ser tão longas quanto possível e colocadas perpendicularmente uma à outra para diminuir o erro de comprimento relativo e o possível erro em uma direção. Para verificar se a reconstrução 3D é precisa, barras de escala extras podem ser colocadas no local. Eles podem ser usados ​​para avaliar as medições computadas por software após a etapa de dimensionamento, para corresponder às suas dimensões reais. Essa verificação pode garantir a precisão de qualquer medição 2D ou 3D no projeto, o que é essencial para qualquer trabalho de mapeamento. Pode-se entender facilmente a necessidade de tamanho preciso de naufrágio, área de cobertura de recife de coral, comprimento de rachaduras em um píer de ponte e assim por diante.

Uma régua colocada sobre um recife de coral.
As dimensões dos recifes de coral podem ser facilmente medidas com réguas comuns!

Pontos de controle subaquáticos

Semelhante às práticas de mapeamento aéreo, algumas etiquetas metálicas também foram colocadas no local, bem distribuídas pela área pesquisada. Embora não sejam obrigatórios, eles ajudam o software a encontrar e combinar pontos idênticos em imagens diferentes e podem ser usados ​​como Pontos de Controle de Solo (GCPs) para georreferenciar o projeto com um procedimento específico subaquático e a bordo do barco, não detalhado aqui.

Um ponto de controle de solo colocado sobre um recife de coral
Para fotogrametria subaquática, estão sendo usados ​​pontos de controle terrestre mais pesados.

Em águas profundas: limitações visuais

Em águas rasas, digamos, com menos de três metros de profundidade, um problema comum é a mudança dos padrões de luz que iluminam a área mapeada entre as imagens. Isso pode acontecer quando os raios diretos da luz solar atingem a superfície da água. As ondas de superfície criam inúmeras lentes côncavas e convexas que refletem e refratam a luz de uma maneira muito complexa e imprevisível. O conteúdo das imagens que representam o mesmo objeto pode ser muito diferente de uma imagem para outra, resultando em difícil processamento de fotogrametria.

Duas imagens, lado a lado, ambas mostrando o mesmo objeto de metal no mesmo ponto de controle de solo. Devido à qualidade da luz, ambos os objetos parecem bastante diferentes.
A luz distorce muito a aparência de um objeto. Aqui estão duas visualizações de um clipe de cabo de aço no GCP.

Isso explica por que para projetos de mapeamento subaquático, aqueles em regiões de águas rasas podem ser extremamente difíceis.

No entanto, ir mais fundo não significa necessariamente fugir dos problemas leves. Quando a luz viaja na água, ela é absorvida, refratada ou refletida, e cada comprimento de onda se comporta de maneira diferente, levando a diferentes distâncias de viagem debaixo d’água.

O gráfico a seguir demonstra a distância teórica que a luz penetra debaixo d’água de acordo com seu comprimento de onda e a perda de cor associada. Podemos ver que o ambiente subaquático fica mais escuro em proporção à distância da superfície. Mesmo que os comprimentos de onda curtos possuam maior energia e penetrem mais, eles ainda são refratados e absorvidos. Após uma profundidade de 40 metros, apenas a luz azul é visível e a perda de luz é rápida.

Um diagrama mostrando como as cores são percebidas debaixo d'água. O vermelho cai rapidamente e aparece completamente preto a 20 metros. Apenas azul e verde são claramente visíveis a uma profundidade de 37 metros.
Cada cor é percebida de forma diferente debaixo d’água, com base em seu comprimento de onda.

Cor ou qualidade?

Para projetos realizados em profundidades entre 5 e 25 metros debaixo d’água, imagens com luz suficiente poderiam ser capturadas definindo valores ISO mais altos e aumentando o tempo de exposição: no entanto, isso sacrificava a qualidade da imagem. Infelizmente, isso é muito comum para mapeamento subaquático e mais amplamente para fotografia subaquática. Para mitigar isso ou se os projetos ultrapassarem 30 a 40 metros, seria necessária iluminação artificial – mas garantir uma iluminação uniforme sobre a área mapeada seria outro desafio a ser enfrentado.

Em profundidades mais baixas algumas cores não estão mais presentes

Como todos os comprimentos de onda da luz não penetram igualmente na água, o impacto visual nas imagens capturadas é forte. Em profundidade média, os filtros podem ser colocados na frente da câmera para ajudar a capturar mais comprimentos de onda específicos, mas em profundidades mais baixas algumas cores não estão mais presentes e a única maneira de trazê-las de volta é introduzindo luz artificial. As imagens capturadas podem, no entanto, ser corrigidas em cores em um software de edição de imagens antes do processo de fotogrametria. Até certo ponto, isso pode ajudar a restaurar cores mais naturais, mantendo a continuidade da intensidade da cor. Este não é um passo obrigatório, uma vez que as imagens originais também podem fornecer resultados precisos usando o software Pix4D, no entanto, oferece um resultado visualmente mais agradável, o que pode ser muito útil para algumas aplicações, como monitoramento de recifes de corais.

Duas imagens, lado a lado, mostrando a diferença que a correção de cores pode fazer. A imagem não retocada é quase monocromática e tem detalhes muito limitados. A imagem com cor corrigida tem muito mais detalhes e um contraste mais alto.
Sem correção de cor (esquerda) e com correção de cor (direita).

Indo mais fundo

Graças ao software de fotogrametria da Pix4D e às técnicas de aquisição de dados da Geolab, o mapeamento subaquático preciso agora é possível, embora ambas as empresas ainda estejam avançando na tecnologia. Em um futuro próximo, a Geolab planeja atualizar sua configuração de câmera e, finalmente, adaptar seu método de aquisição para veículos operados remotamente (ROVs), enquanto a Pix4D melhorará seu fluxo de trabalho atual para processamento de imagens subaquáticas.

Com o banco de dados de câmeras Pix4D pré-calibrado, o Pix4Dmapper é capaz de reconstruir 3D a partir de imagens com um tempo de processamento muito curto. Outra técnica que também produz ótimos resultados é a videogrametria subaquática .

No entanto, como a distância focal do interior da câmera principal muda significativamente sob a água, o que quebra as suposições para casos gerais de mapeamento aéreo e terrestre, serão necessárias opções de processamento mais adaptáveis. A Pix4D e a Geolab colaborarão em projetos futuros e ajudarão no progresso um do outro, estendendo o avanço abaixo da superfície da água.

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Não force | Lição para a vida

11/03/2022 by francisco Deixe um comentário

Problemas de equalização de ouvido deixam um mergulhador com uma surpresa inquietante.

By Eric Douglas 28 de junho de 2021
Ilustração de sangue enchendo o nariz de uma máscara de mergulho.

Sangue em sua máscara após um mergulho é preocupante, mas não necessariamente perigoso.

Steven P. Hughes

Tina estava no terceiro dia de uma viagem de mergulho de quatro dias. As condições foram ótimas durante toda a viagem, com sol forte e água morna. Nos dois primeiros dias, ela fez três mergulhos cada – dois de um barco pela manhã e um terceiro mergulho em terra todas as tardes. Ao terminar seu segundo mergulho no terceiro dia, ela pensou em pular o mergulho na costa naquela tarde e fazer uma excursão de compras para comprar alguns presentes para amigos em casa.

Quando ela chegou à superfície e tirou a máscara, ficou chocada ao ver o bolso do nariz cheio de sangue. Ela imediatamente ficou preocupada.

O Mergulhador

Tina, 40, mergulhava há cinco anos. Todos os anos ela fazia duas viagens ao oceano, fazendo entre oito e 10 mergulhos em cada viagem. Ela tinha um certificado Advanced Open Water Diver e estava chegando a 100 mergulhos ao longo da vida.

O Acidente

Quando Tina desceu para aquele mergulho, ela percebeu que era um pouco mais difícil do que o normal equalizar seus ouvidos. Ela soprou com força extra para equalizar e teve que pausar duas vezes para deixar seus ouvidos “alcançar” sua descida.

Ela ficou chocada com a quantidade de sangue em sua máscara quando chegou à superfície. Ela imediatamente consultou um médico de mergulho quando chegou à costa, preocupada que algo estivesse seriamente errado com seus seios nasais ou ouvidos.

Tina disse ao médico que estava se sentindo um pouco abafada naquela manhã quando acordou, mas havia escrito isso para o aparelho de ar condicionado em seu quarto de hotel. Ela não tinha nenhum histórico médico significativo com seus seios nasais.

Análise

Sangue em sua máscara de mergulho no final de um mergulho provavelmente não é uma situação de risco de vida, mas é algo com o qual quase todo mergulhador terá que lidar uma vez ou outra ao longo de sua carreira de mergulho.

Todo mergulhador aprende técnicas básicas de equalização de ouvido durante seu treinamento inicial de mergulho. Alguns mergulhadores têm sorte e têm orelhas que equalizam facilmente. Outros mergulhadores têm que trabalhar nisso.

Os ouvidos e os seios da face são sensíveis às mudanças de pressão e devem ser equalizados à pressão da água a cada poucos metros de descida. A maioria dos mergulhadores aprende a beliscar o nariz e soprar suavemente até sentir as orelhas “estalarem”. Muitos mergulhadores aprendem a pré-equalizar seus ouvidos, inflando-os demais antes de começarem a submergir para superar a pressão.

Os problemas começam quando há o menor bloqueio na trompa de Eustáquio, muitas vezes descrito como um canudo de refrigerante que vai da boca até o ouvido médio. Qualquer torção ou restrição nesse canudo dificulta a equalização do ouvido médio. Para superar esse problema, os mergulhadores às vezes apertam o nariz com mais força e sopram com mais força, embora sejam ensinados a não fazer isso. E é aí que começam os problemas. No caso de Tina, isso causou a ruptura de um vaso sanguíneo em seus seios nasais. O termo técnico para isso é epistaxe, mas em outras palavras, ela sangrou a si mesma.

Sangramentos nasais são comuns para mergulhadores livres e mergulhadores. Os revestimentos dos seios são preenchidos com capilares e vasos sanguíneos. Quando um deles quebra, ou vaza, libera o que parece ser uma grande quantidade de sangue. Isso pode parecer ainda mais preocupante quando se acumula no bolso do nariz da máscara e se mistura com um pouco de água. Um único sangramento nasal de curto prazo geralmente não é algo para se preocupar, desde que o sangramento pare por conta própria. Sangramento que não cessa imediatamente, ou que ocorre repetidamente, requer avaliação médica.

Muitas vezes, os mergulhadores têm uma sensação de plenitude em seus ouvidos após uma hemorragia nasal de mergulho, mas isso provavelmente está relacionado à causa subjacente da dificuldade de equalizar os ouvidos. Quando você não equaliza seus ouvidos prontamente, o tecido mucoso em seus seios nasais pode realmente vazar sangue para o ouvido médio para equalizar a própria pressão. Este sangue permanece no ouvido médio e não drena da boca ou do nariz. Isso pode causar seu próprio conjunto de problemas, incluindo infecções no ouvido médio.

Equalizando

Se você tiver um bloqueio temporário de um resfriado ou um problema mais sério, como algum tipo de obstrução, espere até que a condição desapareça ou discuta a situação com seu médico antes de retornar ao mergulho.

Mas se você tem o que muitos mergulhadores chamam de “ouvidos lentos”, existem várias técnicas que você pode usar para ajudar seus ouvidos a equalizar mais rapidamente. Simplesmente beliscar e soprar com mais força não é uma solução e pode causar sérios ferimentos nos ouvidos. É por isso que você é ensinado a equalizar suavemente. Como mencionado anteriormente, você pode equalizar suavemente seus ouvidos antes de iniciar a descida, dando-lhes uma vantagem. Outras técnicas incluem projetar sua mandíbula para frente ou movê-la de um lado para o outro enquanto você equaliza. Se uma orelha estiver mais lenta que a outra, estique o pescoço enquanto equaliza, apontando a orelha lenta para cima e mantendo a cabeça acima dos pés na descida. Isso ajuda a endireitar a trompa de Eustáquio .

Com alguma prática, essas técnicas complementares se tornarão uma segunda natureza. Se não, e você ainda luta com a equalização do ouvido ou tem sangramentos nasais repetidos ao mergulhar, você deve consultar um médico, de preferência um com experiência em mergulho autônomo e mergulho livre.

Uma nota lateral sobre medicamentos para sinusite: Alguns mergulhadores os tomam regularmente ao mergulhar. Isso é arriscado. Se você tomar um medicamento para sinusite por mais de três ou quatro dias seguidos, pode causar efeitos rebote significativos quando o descongestionante passar. Conhecida como rinite de rebote, seus sintomas podem realmente piorar em algumas horas quando o efeito da medicação passa, o que pode ser especialmente problemático se desaparecer enquanto você estiver debaixo d’água e ainda tiver que aparecer com um bloqueio. É melhor não usar medicamentos para mergulhar.

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