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Mergulho em Ubatuba - Cursos Saídas Nitrox

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Noções básicas de Nitrox: Pressão Parcial (Parte 3)

03/09/2022 by francisco Deixe um comentário

Que diabos? Pressão Parcial Explicada…

Pressão parcial é um termo usado nas leis dos gases. Sem entrar em uma aula de física, em uma mistura gasosa, cada gás tem uma pressão parcial que é igual à fração de gás representada na mistura multiplicada pela pressão.

Assim, nos exemplos acima, o ar tem uma fração de 21% de oxigênio. Ao nível do mar, ou uma atmosfera (como a pressão do ar é medida), tem uma pressão parcial de 0,21. Às vezes, você verá isso escrito como PPO2 = 0,21. Em água salgada, cada 33 pés é equivalente ao peso de 1 atmosfera adicional (34 pés para água doce e você tem que adicionar 1 atmosfera para o ar em cima da água). Então, a 33 pés, você tem o peso equivalente a 2 atmosferas de pressão, 66 pés equivalem a 3 atmosferas, 99 pés equivalem a 4 atmosferas e 132 pés equivalem a 5 atmosferas. Assim, em nosso exemplo acima, usando ar, a 33 pés, você multiplicaria o gás fracionário de 21% por 2 atmosferas, o que equivaleria a 0,42 (ou 42%). Isso significa que o ar é duas vezes mais eficaz a 2 atmosferas ou 2 ATA (atmosferas absolutas).

Usando o exemplo de mistura de 40% acima: Tomar 40% a 3 ATA ou 66 pés é equivalente a ter 120% de oxigênio ou uma pressão parcial de 1,2. Outro exemplo é pegar a mistura mais comum de ar enriquecido disponível, 32% Nitrox, e levar isso a fundo. A 33 pés, o ar enriquecido com 32% (geralmente escrito EAN32) tem uma pressão parcial de 0,64. Levando EAN32 a 4 ATA ou 99 pés, significa que tem uma pressão parcial de 1,28. Ou se você levar essa mesma mistura de 32% para 5 atmosferas ou 132 pés, terá uma pressão parcial de 1,6, o que equivale a 160% de oxigênio. Como mencionado anteriormente, você corre o risco de toxicidade de oxigênio no SNC quando atinge esse nível.

Pressões parciais ideais durante o mergulho
autônomo Ao mergulhar, você sempre deseja manter as pressões parciais de oxigênio entre 0,16 (16%) e 1,6 (160%). Se você ficar abaixo ou acima dessa faixa, corre o risco de ferimentos graves e morte. Mesmo no ar, pessoas tolas podem exceder uma pressão parcial de 1,6. É por isso que recomendamos uma margem de segurança adicional e dizemos aos nossos mergulhadores que não excedam uma mistura de pressão parcial de 1,4. Se você estiver planejando um mergulho que resultará em uma mistura de pressão parcial de 1,5 ou 1,6, diminua a mistura de O2 em um ou dois pontos percentuais. Como sempre, planeje seu mergulho (de forma conservadora e dentro de seus limites) e mergulhe em seu plano.

Como estamos constantemente lidando com pressão subaquática, é muito possível que você exceda uma pressão parcial de 1,6. No entanto, é muito difícil ir abaixo de 0,16. Embora não exclusivamente, isso geralmente ocorre apenas no mergulho Trimix. O gerenciamento de oxigênio no mergulho Trimix é uma discussão mais complexa, embora os fundamentos que você aprende no mergulho Nitrox permaneçam os mesmos.

Resumindo, não exceda uma pressão parcial de 1,4 e fique seguro!

Isso é um trem de carga ou cães latindo que eu ouço?
Como mencionado, o efeito da hiperóxia durante o mergulho é geralmente uma convulsão. E embora isso possa ocorrer sem aviso prévio, foi relatado que vários precursores podem se revelar antes da convulsão. Se você experimentar um desses precursores, você deve encerrar seu mergulho imediatamente. Ao contrário da narcose por nitrogênio, subir alguns metros não dissipará a convulsão que se aproxima. Você é tóxico! Esses eventos precursores de um Tox Hit incluem distúrbios visuais (como visão de túnel), zumbido no ouvido ou sons estranhos como um cachorro latindo, náusea, espasmos musculares (geralmente no rosto), irritabilidade e tontura. Nota: uma convulsão não precisa necessariamente ter um sintoma precursor.

Se a qualquer momento você não se sentir 100% bem, independentemente da sua pressão parcial, você deve emergir – com segurança – sem hesitação. Nenhum mergulho vale a pena ser o último.

Regra nº 1 em Mergulho com Ar Enriquecido e Gerenciamento de Oxigênio
Obviamente, a chave para o gerenciamento de oxigênio é a percepção parcial da pressão. Conhecer sua profundidade e conhecer sua mistura de gás são os componentes críticos para a percepção parcial da pressão. Há apenas uma maneira de realmente “conhecer” sua mistura de gás e é analisá-la. Se você é um mergulhador Nitrox, deve ter um analisador, ser treinado para usá-lo e fazê-lo. Não confie em ninguém para lhe dizer qual é a mistura. Analise você mesmo. Assim, a regra número 1 no mergulho com ar enriquecido é sempre (e quero dizer sempre) analisar sua própria mistura. 

Depois de ter isso, você pode calcular suas pressões parciais e saber exatamente qual profundidade equivale a uma pressão parcial de 1,4 com sua mistura. E, claro, você conhece sua profundidade máxima de operação em 1,6. 

Depois de ter feito isso, usando fita adesiva ou máscara, escreva seu nome, misture,

Considerações finais e mais importantes
Para entender verdadeiramente o mergulho com ar enriquecido ou Nitrox, você precisa de treinamento! Este artigo é apenas uma rápida visão geral do gerenciamento de oxigênio e uma rápida introdução ao mergulho com ar enriquecido. Não tente, de forma alguma, usar este artigo ou qualquer conselho interpretado como treinamento. Não mergulhe com ar enriquecido a menos que você seja certificado e qualificado para fazê-lo. Isso significa que um instrutor certificado de mergulho com ar enriquecido assinou que você é treinado para mergulhar com ar enriquecido. O mergulho autônomo é um ótimo esporte, mas perigoso se você não mergulhar dentro dos limites de seu treinamento.

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Lixo no mar: pesquisador recolhe de manequim a refrigerador em Ilhabela, Litoral Norte de SP

31/07/2022 by francisco Deixe um comentário

Rafael Ferreira estuda a vida das raias no mar e fazia um pesquisa de campo no sul da ilha quando encontrou os materiais.

Por g1 Vale do Paraíba e Região

31/07/2022 

Pesquisador recolhe lixo do mar em Ilhabela — Foto: Arquivo Pessoal/Rafael Ferreira

Pesquisador recolhe lixo do mar em Ilhabela — Foto: Arquivo Pessoal/Rafael Ferreira

Porta de armário, um manequim, uma roupa de proteção contra Covid-19 e parte de um refrigerador. Esses são alguns dos itens que um pesquisador recolheu no mar de Ilhabela, Litoral Norte de São Paulo, nesta semana.

Rafael Ferreira estuda a vida das raias no mar e fazia um pesquisa de campo no sul da ilha quando recolheu os itens no mar. No caminho, ele encontrou dezenas de lixos – entre restos plásticos e materiais de tamanho maior.

“Foram menos de três horas de navegação para encontrarmos todas essas coisas. Havia muito mais, mas não tínhamos capacidade na embarcação que estávamos. Esse é um dos motivos de ocorrências de ferimentos e mortes de animais no mar”, explica.

Pesquisador retira manequim do mar em Ilhabela — Foto: Divulgação

Pesquisador retira manequim do mar em Ilhabela — Foto: Divulgação

O pesquisador faz parte do Mega Fauna Marinha do Brasil, que estuda a vida marinha. Ele é especialista em mantas e raias e fazia uma observação em mar, quando achou o lixo. Ele disse que achar lixo durante a observação no mar é frequente.

Ele recolheu um macacão de proteção hospitalar, que vinha sendo usado ao longo da pandemia. Além de um armário, a parte do congelador de uma geladeira, um manequim de loja e uma bicicleta infantil.

Ele explica que o encontro de lixo no mar não tem só relação com a poluição direta – de quem despeja o lixo no oceano – mas na necessidade de espaço para gerenciar o lixo.

“Se você consome muito plástico, principalmente os de uso único como o de produtos em embalagens, copos e sacolas, você polui indiretamente. Porque esse lixo segue no mundo e, em algum momento, ele chega ao oceano. Precisamos repensar o nosso consumo muito mais do que como nós cuidamos do nosso lixo”, explica.

 

Pesquisador recolhe lixo do mar em Ilhabela — Foto: Rafael Ferreira/Arquivo Pessoal

Pesquisador recolhe lixo do mar em Ilhabela — Foto: Rafael Ferreira/Arquivo Pessoal

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2022/07/31/lixo-no-mar-pesquisador-recolhe-de-manequim-a-refrigerador-em-ilhabela-litoral-norte-de-sp.ghtml

 

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RESPIRE! MAIS MERGULHO SCUBA NA NETFLIX

31/07/2022 by francisco Deixe um comentário

A NETFLIX LANÇOU

RESPIRE

Melissa Barrera como Liv em Respire!.

“Uma jovem sobrevive à queda de um avião no meio da selva canadense. Para se manter viva, ela precisa aprender a lidar com a natureza e com seus próprios demônios”, afirma a sinopse oficial de Respire!.

 

Já disponível no catálogo brasileiro da Netflix, a minissérie Respire! está fazendo o maior sucesso. O lançamento, primordialmente, acompanha a história de uma jovem que luta para sobreviver após se envolver em um acidente aéreo. Quem já maratonou Respire! quer saber: a série é baseada em eventos reais?

Liderado por Melissa Barrera (Pânico), o elenco de Respire! conta também com Jeff Wilbusch (Oslo), Florencia Lozano (Lista Negra), Juan Pablo Espinosa (Acapulco) e Austin Stowell (Winter, o Golfinho).

Explicamos abaixo tudo que você precisa saber sobre a história por trás de Respire!, na Netflix; confira.

Respire! é inspirada em eventos reais?

Respire!, o mais novo sucesso da Netflix, não é baseado em uma história real. A trama do thriller de sobrevivência é completamente fictícia.

Por sua premissa, a série é muito comparada a grandes sucessos como Manifest e Lost.

A trama de Respire! é uma criação de Martin Gero e Brendan Gall, ambos canadenses. Os roteiristas já haviam trabalhado juntos em diversos projetos.

Na maioria desses filmes e séries, a intenção da dupla era “contar uma história americana filmada no Canadá”.

Mas em “Respire!”, os showrunners decidiram apostar pesado na natureza canadense, oferecendo à audiência um senso de autenticidade em meio ao acidente da protagonista Liv.

“Como canadenses, nós queríamos apresentar o Canadá como Canadá, não como uma substituição para outros lugares. A partir daí, pensamos em como poderíamos mostrar a natureza canadense de uma forma emocionante”, comentou Martin Gero.

Os elementos naturais de thriller de sobrevivência também funcionam como ferramentas para a exploração da natureza humana.

“É como se existisse um instinto de sobrevivência em todos nós. Acho que assistir a versão mais extrema desse fato pode ser uma experiência catártica”, explicou o showrunner.

Para colocar os espectadores na pele da protagonista Liv, Gero e Gall decidiram caracterizar a personagem como uma pessoa comum, sem qualquer experiência com sobrevivência na natureza selvagem.

Em um papo com um site americano, a atriz Melissa Barrera falou sobre a jornada de sua personagem.

“A Liv é ótima para resolver problemas, mas não sabe nada sobre como sobreviver na natureza. Eles (os showrunners) me deixam imaginar e fazer o que eu acredito que a personagem faria nesses momentos complicados”, comentou a atriz.

A minissérie Respire!, com Melissa Barrera, já está disponível na Netflix.

 

https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/respire-da-netflix-e-baseada-em-fatos-reais

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Tesouro oculto é encontrado em garrafas de cervejas naufragadas há 120 anos

17/07/2022 by francisco Deixe um comentário

As cepas de leveduras antigas são muito procuradas com o objetivo de revivê-las para uso industrial

POR HISTORY CHANNEL BRASIL EM 07 DE OUTUBRO DE 2021 ÀS 12:52 HS
Tesouro oculto é encontrado em garrafas de cervejas naufragadas há 120 anos-0
O mergulhador amador Steve Hickman encontrou em uma de suas viagens submarinas uma relíquia que pode ter grande utilidade: garrafas de cerveja provenientes do naufrágio do Wallachia, um navio de carga que afundou em 1895 na costa escocesa. Hickman já havia recuperado dali dezenas de garrafas de whisky e gim. A descoberta pode se revelar um verdadeiro tesouro.

Levedura valiosa

Encontrar essas garrafas de cerveja é de vital importância para os cientistas, especialmente da empresa Brewlab, que extraíram levedura viva do líquido que havia em três das garrafas. De acordo com os pesquisadores o objetivo principal do processo é tentar recriar a cerveja original.

A análise da descoberta do Wallachia trouxe uma surpresa: foi encontrado um tipo de levedura pouco convencional que poderia ser aplicado na criação de cervejas atuais, inclusive para deixá-las ainda melhores. Na verdade, “ressuscitar” leveduras raras pode ser útil não apenas para a indústria cervejeira, mas até mesmo para ajudar o meio ambiente.

Isso porque os testes genéticos revelaram que a cerveja do Wallachia continha dois tipos diferentes de levedura: Brettanomyces e Debaryomyces. De acordo com os pesquisadores, a levedura Debaryomyces parece ser tolerante a metais pesados como arsênio e chumbo. Isso significa que ela poderia ser usada para absorver poluentes em águas contaminadas.

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Como é mergulhar sob as pirâmides

27/06/2022 by francisco Deixe um comentário

As pirâmides do Egito são mais famosas, mas as do Sudão escondem cemitérios reais que os arqueólogos podem explorar – desde que não se importem de nadar.

https://www.nationalgeographic.co.uk/history-and-civilisation/2022/06/what-its-like-to-scuba-dive-under-pyramids

POR NICHOLE SOBECKI
PUBLICADO EM 13 DE JUNHO DE 2022, 12:26 BST
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O arqueólogo Pearce Paul Creasman se prepara para entrar em um túmulo inundado na necrópole de Nuri, no Sudão.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Eu podia me sentir sufocando. Cada passo na passagem de rocha me aproximava do que eu havia imaginado há muito tempo: a piscina de água cáqui, o túnel inundado que ela escondia e o momento em que eu teria que entrar naquela escuridão. A grandeza em ruínas de uma pirâmide pairava acima.

Aqui, na antiga necrópole de Nuri, no deserto do norte do Sudão, a realeza kushita foi sepultada há milênios em uma série de câmaras funerárias subterrâneas sob poderosas pirâmides. Agora as câmaras estavam inundadas com águas subterrâneas lixiviadas do Nilo próximo. O arqueólogo Pearce Paul Creasman , financiado em parte por uma bolsa da National Geographic Society, estava liderando uma equipe que seria a primeira a tentar a arqueologia subaquática abaixo de uma pirâmide. Inicialmente, eu estava calmo, até animado, em ir fotografar esse esforço ambicioso e arriscado, em 2020. Mas à medida que caminhava mais fundo no subsolo, meu coração disparou e eu mal conseguia respirar.

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O sol rompe o horizonte através de uma vista do cemitério real de Nuri. Sua característica mais imponente é um arco de cerca de 20 pirâmides que aparecem juntas como pedras preciosas em um colar.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Eu conhecia essa ansiedade existencial antes. Nove anos atrás, agachado em um cano de drenagem na Líbia enquanto metralhadoras alimentadas por cinto enchiam o chão acima. Sete anos atrás, sob ataque de terroristas do Al Shabab em um shopping center em Nairóbi, enquanto a música pop tocava assustadoramente. Quatro anos atrás, em uma praia sem lei na Somália. Aqui, não havia inimigo externo, mas algo em minha própria mente gritando para mim, Não desça.

Creasman e mestre de mergulho Justin Schneider viu minha preocupação. “Dê-me um momento”, eu disse. Segurando firmemente a minha câmera, um cinto de peso pendurado no meu peito, eu mordi meu regulador e afundei de pernas cruzadas abaixo da linha d’água. Respirar. Apenas Respire.

Voltando à superfície, acenei para meus companheiros: eu estava pronto. Descemos, afunilando-nos por uma calha estreita e descendo para a escuridão desorientadora.

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Creasman usa técnicas inovadoras de arqueologia subaquática para salvar partes da história de Nuri que de outra forma teriam sido perdidas quando as águas do Nilo submergiram partes da necrópole.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Todas as culturas do mundo têm tradições de morte, para facilitar a passagem de entes queridos para a próxima vida e acalmar os que ficaram para trás nesta. Esta tumba de 2.300 anos foi o local de descanso de Nastasen , um rei que liderou Kush por cerca de duas décadas. Antes dele, vários dos reis kushitas, conhecidos como faraós negros, tornaram-se tão poderosos que governaram toda a Núbia e o Egito. Nastasen foi o último deles a ser enterrado em Nuri antes que ameaças de rivais forçassem os Kush a mudar sua capital para o sul. Eles deixaram para trás templos extraordinários, pirâmides e seus faraós enterrados.

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Trabalhadores retiram escombros da pirâmide de 2.300 anos que marca o túmulo de Nastasen, que governou Kush por cerca de duas décadas e foi o último rei enterrado no local de Nuri.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Escavar Nuri, com seus tesouros escondidos debaixo d’água, foi um desafio especialmente formidável. Há um século, o egiptólogo de Harvard George Reisner visitou Nuri para explorar, entre outros, a câmara funerária do rei Taharqa, que governou todo o Egito no século VII aC e até ganhou uma menção no Antigo Testamento por reunir suas tropas para defender Jerusalém.

Muitas das outras tumbas de Nuri, no entanto, foram deixadas inexploradas. Desde então, as águas subiram mais alto, influenciadas pelas mudanças climáticas, pelas crescentes necessidades agrícolas da região e pelas modernas barragens que estão transformando o Nilo.

Desde o início do trabalho de Creasman, o Sudão passou por um golpe, uma pandemia global, enchentes recordes e uma revolução em 2019. Quando os manifestantes derrubaram a ditadura de 30 anos de Omar al Bashir – cujo governo tentou apagar a história pré-islâmica do Sudão – eles cantaram os nomes da realeza núbia: “Meu avô é Taharqa, minha avó é uma kandaka (rainha)!” Bashir agora enfrenta acusações no Tribunal Penal Internacional. Manifestantes nas ruas denunciam os militares que tomaram o poder e sabotaram a transição democrática do país. A história há muito submersa começou a vir à tona.

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A arqueóloga Gretchen Emma Zoeller escava um local de sepultamento de uma mulher adulta em Nuri, uma antiga necrópole que se estende por mais de 170 acres de deserto perto da margem leste do rio Nilo, no norte do Sudão.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Nadei por um canal escuro até as câmaras da tumba. Nuvens de sedimentos obstruíam toda a visibilidade e, apesar do pequeno espaço, era surpreendentemente fácil se perder e nadar em círculos. Uma mão se conectou com a minha e saímos para a segunda câmara, onde o teto desmoronado resultou em uma bolsa de ar bem-vinda. À luz da lanterna, o trabalho começou.

As habilidades tradicionais de escavação de terra eram inúteis aqui, então a equipe de Creasman teve que desenvolver novas técnicas – muitas vezes em tempo real – para descobrir os segredos desse reino esquecido. A arqueologia subaquática é agora um campo especializado, mas em seus primeiros dias, as habilidades e ferramentas foram adaptadas de salvadores de naufrágios e raramente foram usadas em limites tão apertados.

Também não há espaço para tanques de mergulho volumosos, obviamente. Em vez disso, respiramos através de mangueiras amarelas que corriam de volta pelo caminho em que entramos, conectando-nos ao ar acima. O risco de desabamento não podia ser absolutamente eliminado, mas a entrada foi reforçada com 50 pés lineares de vigas de aço, e o risco não era muito falado. Os membros da equipe procuraram qualquer coisa de interesse – folha de ouro, estatuetas, cerâmica – e anotaram suas descobertas com placas e marcadores à prova d’água. Um fio fino corria da terceira e última câmara funerária até o mundo acima, nosso guia através da escuridão.

O trabalho adquiriu um ritmo. Creasman desceria para a câmara final, que continha o que poderia ter sido o sarcófago fechado de Nastasen. Alguns minutos depois, ele voltava com um balde cheio; seria levado para fora para os membros da equipe que examinariam e classificariam seu conteúdo.

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Creasman e o mestre de mergulho Justin Schneider mergulham para explorar as câmaras funerárias em Nuri, agora submersas como resultado das mudanças climáticas modernas, atividade agrícola e construção de barragens.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI
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As descobertas na necrópole inundada incluem shabtis, figuras funerárias destinadas a servir o rei na vida após a morte.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Cerca de uma hora depois dessa rotina, Creasman apareceu na segunda câmara, respirou fundo e gritou: “Shabti!” Ele ternamente levantou a estatueta funerária para nós vermos. Olhando para ele em sua palma, percebi que minha respiração tinha voltado ao normal e minha mente tinha clareado. O homem esculpido foi quebrado ao meio, mas manteve sua expressão digna e obediente. Ele parecia pronto para cumprir seu destino. Milhares de anos atrás – um período tão longo que não consigo entender – acreditava-se que as figuras reviveriam para servir a seus senhores na vida após a morte. Agora aqui estava eu, no submundo com eles. Meu medo foi embora, e a admiração inundou.

Na minha linha de trabalho, tive algumas oportunidades como esta: experimentar uma maravilha antiga como a maioria das pessoas nunca o fará e fotografá-la para o mundo ver. Concentrei-me no shabti molhado e brilhante; o obturador da câmera piscou, tornando o efêmero permanente.

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Capacetes usados ​​por Creasman e Schneider foram colocados para secar no sol quente após um dia de mergulho em cemitérios reais.
FOTOGRAFIA DE NICHOLE SOBECKI

Nastasen descansou aqui na escuridão por dois milênios, acompanhado por centenas de pequenos zeladores. Em breve eu retornaria ao mundo acima do solo, com seus céus incrivelmente azuis. Mas ainda não. Primeiro, fotografei quadro após quadro, congelando esse lugar no tempo e desejando me lembrar daquelas coisas além da minha capacidade de capturar.

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Fotos mostram estrelas-do-mar devorando cadáver de leão-marinho

26/06/2022 by francisco Deixe um comentário

David Slater é um fotógrafo dos EUA especializado em registrar a vida selvagem. Ele capturou um flagra incrível de um cadáver de leão-marinho sendo devorado por dezenas de estrelas-do-mar. Uma das fotos da sequência lhe garantiu o primeiro lugar na categoria Vida Aquática em um concurso promovido pela Academia de Ciências da Califórnia.

De acordo com o site LiveScience, a cena foi registrada nas águas rasas da Baía de Monterey, uma enseada no Oceano Pacífico na costa central da Califórnia. No perfil oficial de Slater no Instagram, entre diversas outras imagens impressionantes, estão as cinco fotos que mostram as estrelas-do-mar se deliciando com o enorme banquete.

Durante quatro dias, o fotógrafo David Slater se aventurou no fundo do oceano para concluir a sequência acima. As primeiras cinco fotos mostram as estrelas-do-mar se alimentando do cadáver do leão-marinho. Na última, já não há nem um restinho da refeição. A imagem escolhida por ele para participar do concurso foi a terceira da primeira coluna. Créditos: David Slater

Especialistas apontam que o animal morto e seus companheiros nadando ao fundo podem ser leões-marinhos da Califórnia (Zalophus californianus) ou leões-marinhos Steller (Eumetopias jubatus), tomando como base as faixas geográficas das duas espécies.

Já as estrelas-do-mar são todas estrelas-morcego (Patiria miniata), que se apresentam em uma ampla gama de cores, sendo mais comuns os tons de vermelho, roxo, laranja, amarelo, marrom e verde. Ao ingerir os restos mortais do leão-marinho, elas estão desempenhando um papel fundamental naquele ecossistema, transformando o animal do topo da cadeia alimentar em energia e nutrientes para a base.

“Eu sabia que essa imagem era especial quando a publiquei pela primeira vez, mas as palavras não podem nem descrever como me sinto assumindo o primeiro lugar em um concurso tão prestigiado”, disse Slater. “Beleza e aventura podem ser encontradas em lugares inesperados”, acrescentou.

RETIRADO DE

Sequência de fotos mostra estrelas-do-mar devorando cadáver de leão-marinho

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